quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Radicada em Berlim desde 2009, socióloga e ex-colaboradora de Augusto Boal, Bárbara Santos está no Brasil lançando o seu livro “Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: Uma Teoria da Práxis”.

Editado pela Ibis Libris, o livro "Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: Uma teoria da práxis" combina teoria e prática para a análise do método do Teatro do Oprimido, uma criação do brasileiro Augusto Boal. O livro propõe uma discussão – consistente e acessível – sobre os conceitos que fundamentam o método em articulação com os avanços e desafios de sua Práxis. A abordagem didática facilita a compreensão tanto da estrutura dramática e pedagógica do método quanto da especificidade de sua estética. A diversidade de exemplos contextualiza a teoria e joga luz sobre questões éticas, filosóficas e políticas que envolvem a aplicação do método, características que qualificam esta publicação para o ensino formal e/ou informal do método do Teatro do Oprimido.

“Comecei a escrever esse livro para tornar o conteúdo teórico que alicerça o Teatro do Oprimido mais acessível para as pessoas interessadas em desenvolver uma atuação prática. A necessidade de responder a questões práticas e dar base teórica às mesmas, garantiu consistência à escrita. O objetivo foi evitar que a práxis das pessoas que eu formava ficasse esvaziada de conteúdo, queria que entendessem o porquê daquilo que faziam.” (Bárbara Santos)

Nascida em 1963, Bárbara Santos é socióloga formada pela UFF e atuou como professora na Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro durante quinze anos. Trabalhou por duas décadas com Augusto Boal como coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido - CTO, na concepção e desenvolvimento do Teatro Legislativo e da Estética do Oprimido, tem 26 anos de experiência ininterrupta com o método, no Brasil e em 38 países nos cinco continentes. Radicada em Berlim desde 2009, Bárbara é diretora artística de: KURINGA, espaço para o Teatro do Oprimido em Berlim; do grupo Madalena-Berlin e de TOgether International Theatre Company – cooperação entre organizações de sete países europeus; da Rede Ma(g)dalena Internacional, formada por grupos feministas da Europa, África e America Latina, sendo difusora do Teatro das Oprimidas, inovadora experiência estética sobre opressões enfrentadas por pessoas socializadas como mulheres; do Coletivo Madalena-Anastácia – composto por mulheres negras – e colaboradora artística do grupo Cor do Brasil – composto por artistas afrodescendentes. Idealizadora e coordenadora do Programa KURINGA de Qualificação em Teatro do Oprimido, que teve avaliação externa da Universidade de Bolonha, Bárbara integra a ITI Alemanha (International Theatre Institute of UNESCO) desde 2014. Atualmente está trabalhando em seu novo livro “Do Teatro do Oprimido ao Teatro das Oprimidas”, que trata dos novos rumos do método depois da morte de seu criador, o teatrólogo Augusto Boal, além de um panorama atualizado sobre a difusão do método mundo afora, descrevendo e analisando as pesquisas que têm desenvolvido com a Estética do Oprimido, as quais deram origem ao Teatro das Oprimidas.

Em Dezembro, Bárbara Santos apresenta "Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: Uma teoria da práxis" em conferências e seminários na The University of North Carolina at Chapel Hill, na Carolina do Norte e também em Nova York. Outros lançamentos estão sendo organizados em Portugal, Alemanha, Chile, Argentina e Espanha.

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crédito: Lia Amorelli

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