quarta-feira, 21 de março de 2018

crédito: Elisa Mendes
O espetáculo mistura política, história, música, teatro, humor, poesia e ficção para falar de Gisberta, vítima da transfobia

Na TV Globo, “Segundo Sol” marcará a estreia de Luis Lobianco em novelas, no Canal Gloob o ator está no elenco da série infantil “Os Valentins” e na sexta temporada do humorístico “Vai que cola”, no Multishow. No cinema é protagonista do longa-metragem “Carlão e Carlinhos” de Pedro Amorim, ainda sem data de lançamento. Luis Lobianco é também criador dos espetáculos do Buraco da Lacraia, Rival Rebolado e Portátil

O Teatro Rival Petrobras recebe, nos dias 23 e 24 de março, às 19:30h, o espetáculo “Gisberta, drama musical estrelado por Luis Lobianco que conta a história ainda pouco conhecida de Gisberta, brasileira vítima da transfobia que teve morte trágica em 2006, na cidade do Porto. As apresentações comemoram o aniversário de 84 anos do Teatro Rival e de 1 ano de temporadas de “Gisberta” pelo Brasil.

Idealizado por ator Luis Lobianco, com direção de produção de Claudia Marques, texto de Rafael Souza-Ribeiro e direção de Renato Carrera, o espetáculo mistura política, história, música, teatro, humor, poesia e ficção para falar de Gisberta, brasileira vítima da transfobia que teve morte trágica em 2006, na cidade do Porto, em Portugal. Gisberta atravessou o oceano para buscar um território livre, mas morreu no fundo do poço, afogada em ódio e água. Na ocasião o caso ganhou destaque nas discussões sobre a transfobia em Portugal e Gisberta se tornou (e até hoje é) ícone na luta pela conscientização para uma erradicação dos crimes de ódio contra gays, lésbicas e transexuais. Em 2016, dez anos após a sua morte, Gisberta foi amplamente lembrada em Portugal por meio de inúmeras reportagens. Recentemente, em 14 de fevereiro de 2017, Gisberta deu nome ao primeiro centro de apoio a população LGBT do norte de Portugal, “Centro Gis”, em Matosinhos, distrito do Porto.

“Já o Brasil, na contramão, é um dos países que mais comete crimes de transfobia e homofobia, números que não param de crescer junto com uma onda conservadora de intolerância com as diferenças. Se não conseguimos mudar as leis que não nos protegem, que a justiça seja feita no teatro, com música e luzes de Cabaré. Que venham as identidades de humor, gênero, drama, música, tragédia e redenção. O caso de Gisberta não é conhecido por aqui e decidi que Gisberta vai reviver a partir da arte e será amada pelo público.” – comenta Luis Lobianco

Para contar a história de Gisberta, que é praticamente desconhecida no Brasil e que é também a história de tantas outras vítimas da transfobia, Luis Lobianco interpreta vários personagens com texto concebido a partir de relatos obtidos em contatos pessoais com a família de Gis, do processo judicial, de visitas ao local da tragédia e por onde Gisberta passou. De forma muito delicada, a peça transita entre dois gêneros: o humor, pois Gisberta era uma pessoa muito alegre e divertida, e o drama. Em cena, três músicos acompanham o ator: Lúcio Zandonadi (piano e voz), Danielly Sousa (flauta e voz), Rafael Bezerra (clarineta e voz).

“Gisberta não está em cena, o Luis Lobianco não interpreta a Gis, mas nós chegamos bem perto dela.” – afirma o diretor Renato Carrera

“Eu sou em cena o contador da história de Gisberta. Para que o público sinta a sua presença e ausência uso todos os recursos que posso para criar empatia a ponto de tê-la como alguém muito íntima, uma amiga querida.” – diz Luis Lobianco

Uma breve história de Gisberta

Caçula de uma família com oito ainda na infância Gisberta dava sinais de que estava num corpo que não correspondia à sua identidade. Após a morte do pai, deixou os cabelos crescerem definitivamente. Em 1979, aos 18 anos, quando suas amigas morriam assassinadas, na capital paulista, com medo de ser a próxima vítima, deixou o Brasil rumo a Paris. Mais tarde, já depois de realizar tratamento hormonal e fazer implante de silicone nos seios, mudou-se para o Porto, no Norte de Portugal. Muito alegre e divertida, rapidamente enturmou-se na cena gay local. Fazia apresentações em bares e boates. Por 10 anos foi a estrela brasileira da noite portuense. Sem muito jeito com qualquer tipo de liberdade viveu tudo o que nunca experimentou de forma voraz: cantou de Vanusa a Marilyn, bebeu, fumou, cheirou, amou e adoeceu no cabaré. Foi muito feliz, tinha muitos amigos e admiradores. Poupava energia para as cartas e fotos que mandava para a família, queria garantir que estava segura. Um dia os seus dois cães fugiram de casa e foram atropelados na sua frente. Gis definhou de depressão e Aids. Perdeu os cabelos conquistados e o visto de imigrante, passou a vestir trapos sem gênero e foi morar na rua. Num prédio abandonado foi encontrada, no final de 2005, por um grupo de 3 meninos mantidos pela Oficina de São José, uma instituição religiosa da vizinhança. No início as crianças ofereceram comida e agasalho, mas a lógica do grupo se converteu em um ódio súbito e inexplicável quando outros 11 meninos se juntaram ao grupo inicial. A partir de 15 de fevereiro de 2006, Gisberta sofreu vários dias de tortura e finalmente, acreditando que ela estava morta, foi jogada ainda com vida dentro de um poço cheio de água. Conclusão do processo: morte por afogamento. Gis, como ela gostava de ser chamada, já vivia sufocada, sua morte foi síntese da sua vida – culpa do ódio e não da água.

“O mundo passa por uma grande crise de identidade: o que somos essencialmente e onde podemos viver o que somos? Refugiados podem ser inteiros fora de seus territórios sem inspirarem ameaça? Há liberdade para indentidade de gênero mesmo que se tenha nascido em um corpo de outro sexo? Gays podem se amar sem exposição à violência? A reação para o rompimento com padrões sociais é uma explosão de violência cotidiana sem precedentes. Quanto mais ódio, mais a afirmação da identidade se impõe. No ar a sensação de um grande embate mundial iminente - não tem mais como se esconder no armário. Ser livre ou servir à intolerância: eis a questão.” – comenta Lobianco

Trajetória do espetáculo “Gisberta”

“Gisberta” estreou nacionalmente no dia 1º de março de 2017, no CCBB Rio de Janeiro, onde permaneceu em cartaz até 30 de abril. Em junho fez temporada no Teatro Dulcina, casa histórica no corredor cultural da Cinelândia, Centro do Rio. Em novembro de 2017 fez temporada no CCBB Brasília e em janeiro de 2018 no CCBB Belo Horizonte. Ainda em 2018 fará temporada em São Paulo e em 2019 fará temporadas em Lisboa e Porto.

Luis Lobianco, ator de teatro, cinema, TV e internet

Nascido no Rio de Janeiro, Luis Lobianco faz teatro desde 1994. Em 2012, se formou na CAL e foi dirigido por nomes, como: Aderbal Freire-Filho, Moacyr Chaves, Marcelo Saback e Ruy Faria; atuando em mais de 30 montagens teatrais até hoje. Também foi criador dos espetáculos do Buraco da Lacraia, Rival Rebolado e Portátil, todos em cartaz atualmente. Lobianco também é ator fixo do canal Porta dos Fundos desde sua criação há quatro anos. No cinema já esteve em dez produções entre 2012 e 2017. Lobianco foi indicado ao prêmio F5 da Folha de São Paulo por seu trabalho para TV, como o protagonista de “O Grande Gonzalez”, coprodução da FOX com o Porta dos Fundos. Em 2018: É protagonista do longa-metragem “Carlão e Carlinhos”, de Pedro Amorim, ainda sem data confirmada. Está na segunda temporada da série infantil “Os Valentins”, do canal Gloob, que estreia dia 12 de março, interpretando o vilão Randolfo, ao lado de Claudia Abreu, Guilherme Weber e Guida Vianna. Esta na sexta temporada do “Vai que cola”, do Multishow. Na TV Globo, “Segundo Sol” marcará sua estreia em novelas.

“O Buraco da Lacraia é um projeto que mudou minha vida. Uma ocupação teatral que desenvolve uma linguagem artística completamente nova, diferente de tudo, e ainda me deu uma família artística! É um projeto artesanal, muito respeitado e o lucro é na alma, não no bolso. É o meu brinquedo preferido mas também uma das coisas mais sérias que fiz na vida.” – comenta Luis Lobianco

Ficha técnica

Atuação: Luis Lobianco
Texto: Rafael Souza-Ribeiro
Direção: Renato Carrera
Direção de Produção: Claudia Marques
Músicos: Lúcio Zandonadi (piano e voz), Danielly Sousa (flauta e voz), Rafael Bezerra (clarineta e voz)
Pesquisa Dramatúrgica: Luis Lobianco, Renato Carrera e Rafael Souza-Ribeiro
Investigação: Luis Lobianco e Rafael Souza-Ribeiro
Trilha Sonora e músicas compostas: Lúcio Zandonati
Iluminação: Renato Machado
Cenário: Mina Quental
Figurino: Gilda Midani
Preparação Vocal: Simone Mazzer
Direção de Movimento: Marcia Rubin
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Programação Visual: Daniel de Jesus
Fotos de divulgação: Elisa Mendes
Produção: Fabrica de Eventos
Idealização: Luis Lobianco

Serviço

“Gisberta”
com Luis Lobianco
Texto: Rafael Souza-Ribeiro
Direção: Renato Carrera
Direção de Produção: Claudia Marques
Sinopse: A peça mistura política, história, música, teatro, humor, poesia e ficção para falar de Gisberta, brasileira vítima da transfobia que teve morte trágica em 2006 na cidade do Porto, em Portugal.
Local: Teatro Rival. Rua Alvaro Alvim, 33, Centro do Rio (Próximo ao VLT e Metrô Cinelândia)
Informações/tel.: (21) 2240-4469
Únicas apresentações: 23 e 24 de março, às 19:30h
Ingressos / Vendas antecipadas a partir do dia 02/03: R$ 40,00 e R$ 20,00 e a partir do dia 12/03: R$ 50,00 e R$ 25,00
Horário da Bilheteria: Terça a sexta das 13h às 21, sábados e feriados das 16h às 22h
Site de venda pela internet – http://www.eventim.com.br
Site do Teatro Rival – www.rivalpetrobras.com.br
Classificação 14 anos
90 minutos

quinta-feira, 1 de março de 2018

Texto inédito de Marcia Zanelatto, com direção e atuação de Paulo Verlings, é livremente inspirado na mais curta e contundente tragédia de Shakespeare: Macbeth
O título da peça faz alusão a uma “superstição” de 400 anos relacionada a obra do Bardo
Em cena dois atores e uma banda criam uma espécie de “Word Concert”

O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues recebe, de 3 de março a 1º de abril de 2018 (de quinta a domingo), sempre às 19h, o espetáculo A Peça Escocesa, obra original livremente inspirada na mais curta e mais contundente tragédia de Shakespeare: Macbeth. Em cena, Carolina Pismel e Paulo Verlings são acompanhados pela Banda Dagda (teclado, guitarras, baixo e bateria), criando uma espécie de “Word Concert”. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

A Peça Escocesa traz à tona, em uma dramaturgia original assinada por Marcia Zanelatto, vozes subterrâneas criando uma polifonia que transcende a ideia de personagem. O jogo exige deslocamentos diversos dos atores Carolina Pismel e Paulo Verlings, que dão vozes desde os corcéis do Rei Duncan, decepcionados com a humanidade, até o vozerio sobrenatural das bruxas, passando pelos protagonistas da obra original.


Concebido pelo ator, diretor e produtor Paulo Verlings, o espetáculo trata de ambição, jogos de poder, compensação e cobiça, dando um ponto de vista contemporâneo às personagens Macbeth e Lady Macbeth. Verlings irá lançar-se em uma investigação na busca de uma cena fundida entre a “palavra e a música”, pesquisando um ponto de vista contemporâneo sobre a espetacularização da monarquia. Uma arena de gladiadores contemporâneos se instaurará e o público se deliciará com um arrojado recorte de um épico contemporâneo.

“Os clássicos de William Shakespeare continuam presentes no imaginário artístico e universal. Seus enredos, epopeias mirabolantes, personagens construídos meticulosamente e munidos de real humanidade, fascinaram o mundo e atravessaram os séculos. Todos esses desejos e questionamentos sobre o humano, na obra de Shakespeare, são o que nos inspiram e movem a nos debruçarmos nesse projeto para criarmos uma obra original”, comenta Verlings.

Mas não é a história de Shakespeare que os atores estão encenando e não é a história de Shakespeare que os espectadores vão assistir. Com A Peça Escocesa eles procuram dizer o que Shakespeare não disse, não pode dizer ou disse nas entrelinhas, nos “espaços”, nas ausências de Lady Macbeth. A dramaturga considera que o bardo pode ter sido censurado.

“Creio que o melhor trabalho que posso fazer, ao lidar com uma obra prima como Macbeth, é ouvir as vozes subterrâneas, revelar o que não foi dito no clássico - seja por questões sociopolíticas referentes ao Reino Unido do Século 17 ou por opções de estrutura dramatúrgica - e assim transmiti-lo na atualidade. Não quero contar a história ou adaptá-la. Eu quero fazer ouvir a vida interior e arquetípica dos personagens à luz do nosso tempo, uma espécie de peep show da alma, como fizemos em Tristão e Isolda, que marca meu encontro com o Paulo Verlings, sob direção de Guilherme Leme Garcia. Por exemplo, há na estrutura emocional da peça de Shakespeare, além do problema da ambição desmedida, que reinscrevo como uma necessidade de compensação pelo que não se tem (já que a peça está na transição do feudalismo para o capitalismo - o tempo do “Ter”), uma forte questão de gênero, na medida em que todo poder é do homem, Macbeth, mas toda potência é da mulher, Lady Macbeth”, comenta Marcia Zanelatto.

“Meu processo de trabalho foi examinar, em Macbeth, a gênese do homem militar, bélico, talhado para a guerra, chegando ao governo com sua marca de matador profissional e completamente paranoico. E reinscrever Lady Macbeth no lugar feminista, levantando a hipótese de sua ação derivar da caça às bruxas: alçar-se à condição de rainha pode ter sido uma estratégia para escapar da fogueira da inquisição. Ou você acha que a relação de Lady Macbeth com as bruxas começa quando ela recebe a carta de Macbeth dizendo que recebeu a predição de que seria rei? Pra mim, e o que quero apresentar ao público, é a hipótese de que Lady Macbeth era da linhagem das bruxas e sua ação foi de resistência. Agora, o que temos a examinar em A Peça Escocesa é o que ocorre quando a resistência feminina decide jogar o jogo patriarcal”, completa a autora.

A equipe de artistas criadores conta ainda com Ricco Viana (direção musical), Mina Quental (cenário), Flavio Souza (figurinos), Vini Kilesse (visagismo), Tiago e Fernanda Mantovani (iluminação) e a Banda Dagda, composta pelos músicos Antonio Fischer-Band (teclado), Arthur Martau e Kim Fonseca (guitarras), Pedro Velho (baixo) e Victor Fonseca (bateria).

A Peça Escocesa consolida a parceria entre a dramaturga Marcia Zanelatto e o diretor Paulo Verlings. A dupla iniciou sua ligação no espetáculo Fatal (2016), com o qual Marcia foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto. O trabalho mais recente de ambos, o espetáculo ELA (2017), está indicado ao Prêmio Shell, concorreu ao Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto e Botequim Cultural de Melhor Diretor, sendo vencedor do Prêmio Botequim Cultural de Melhor Texto.

Ficha técnica

Texto: Marcia Zanelatto
Direção e Concepção: Paulo Verlings
Elenco: Carolina Pismel e Paulo Verlings
Diretor Assistente: Flávio Souza
Assistência de Direção: Orlando Caldeira
Músicos Banda Dagda: Antonio Fischer-Band (teclado); Arthur Martau e Kim Fonseca (guitarras); Pedro Velho (Baixo) e Victor Fonseca (Bateria)
Direção Musical: Ricco Viana
Cenário: Mina Quental
Figurinos: Flavio Souza
Desenho e técnico de Som: Luciano Siqueira
Visagismo: Vini Kilesse
Iluminação: Tiago e Fernanda Mantovani
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotos: Paula Kossatz
Vídeo: Eduardo Chamon
Projeto Gráfico: Raquel Alvarenga
Produção Executiva e Marketing Cultural: Heder Braga
Direção de Produção: MS Arte & Cultura | Aline Mohamad e Gabriel Salabert
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Serviço

CAIXA Cultural Rio de Janeiro - Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues
Av. República do Chile, 230, Centro, Rio de Janeiro / Entrada pela Av. República do Paraguai
(próximo ao Metrô e VLT Estação Carioca)
Telefone: (21) 3509-9600 / 3980-3815
Lotação: 400 lugares (mais 08 para cadeirantes)
Datas: 3 de março a 1º de abril de 2018 (quinta a domingo)
Horário: 19h
Duração: 60 min
Ingressos: Plateia - R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) / Balcão: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).
Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia
As vendas de ingressos iniciam na terça-feira, dia 27 de fevereiro, na bilheteria do Teatro
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
Classificação indicativa: 14 anos
Acesso para pessoas com deficiência

fotos © Paula Kossatz

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Irina
Apresentações gratuitas na ‘Colônia Juliano Moreira’, no ‘Instituto Philippe Pinel’, na ‘Cia Nós do Morro’, no ‘Centro de Artes da Maré’, na ‘Associação dos Moradores da Rocinha’ e no ‘Instituto Benjamim Constant’, para os frequentadores das instituições

Irina, solo apresentado por Raquel Iantas, depois de uma linda temporada em outubro do ano passado, no Sesc Copacabana, volta aos palcos e abre a programação teatral carioca 2018, a partir do dia 05 de janeiro, no Teatro Glauce Rocha, no Centro da cidade. Além das cinco semanas de temporada no Glauce Rocha, “Irina” fará apresentações gratuitas na ‘Colônia Juliano Moreira’, no dia 10 de janeiro, e pretende agendar ainda, ao longo do primeiro semestre, apresentações no ‘Instituto Benjamim Constant’, no ‘Instituto Philippe Pinel’, na sede da ‘Companhia Nós do Morro’, no ‘Centro de Artes da Maré’ e na ‘Associação dos Moradores da Rocinha’.

Irina nasceu de um texto escrito pela própria atriz, a partir de memórias de sua infância, adolescência e juventude no Paraná das décadas de 60 a 80 do século passado. A ideia do texto foi expressar os afetos e o estado de espírito da infância e não simplesmente fazer um relato de memórias pessoais. Nove histórias da menina solitária e imaginativa de uma família operária, a convivência com a grave doença da mãe, um mundo para poucos sonhos, retratado em histórias que misturam realidade e ficção. A paixão pela arte, os afetos, inseguranças, medos as imagens criadas para construir ambientes. Irina é o retrato de uma vida que fez, de sua vocação, a mudança e a procura de sua própria história.

Em abril do ano passado, Raquel fechou as nove narrativas que compões o espetáculo, nove episódios independentes que misturam realidade e ficção, onde buscou expressar mais os afetos e o estado de espírito da infância e adolescência do que o relato de memórias pessoais. E Irina nasceu. “Irina, Irene, tem origem no nome grego eiréne, que quer dizer paz, “a que traz a paz”, ou “pacificadora”. Em tempos conturbados como o que vivemos, me agrada muito a intuição ter me levado a esse nome”, explica a autora e atriz.

Texto finalizado, três nomes surgiram naturalmente, por razões artísticas e afetivas, para ajudar a conceber o espetáculo, Aderbal Freire Filho, Eleonora Fabião e Marcio Abreu. O primeiro foi Aderbal, que propôs desenhos de cenas, nas dimensões épica e dramática, em que trabalhou a relação teatro e vida e fez conexões com outras obras da dramaturgia. “Tem uma Raquel que escreve, outra que dirige e tem a mais visível de todas, a atriz. Antes delas, tem uma que recorda e que transforma, a Raquel que modela a matéria de que é feita a vida, isto é, a memória”, afirma Freire Filho.

Marcio veio em seguida, trouxe provocações, apontou a simbiose escritora/atriz, fez ver dois movimentos em Irina: a menina que cresce, toma coragem de pegar um avião e partir; e um segundo movimento, da atriz que cresce e toma coragem de um outro voo, em direção à sua própria história, tornada ficção e depois teatro. Segundo Abreu, vemos a narrativa de um corpo atravessado pelas imagens da casa da infância, da mãe fundamental e determinante, do pai, do farelo de pão, dos vizinhos, da cidade, dos amigos, da arte, da vida que vibra além.

Já Eleonora propôs quatro experiências distintas e poderosas, a partir dos quatro elementos, terra, ar, água e fogo. A ideia era “experienciar” a narrativa para dar corpo/carne a Irina. A partir disso, conclui: é vital compartilharmos a narrativa da experiência e a experiência da narrativa e, assim, seguirmos renovando nossos modos de ação, de relação, de teatro e de vida. E era uma vez uma vida que abriu caminho por meio do teatro.

E ainda contou com a ajuda de Bruno Lara Resende, presente desde o processo de escrita, que acompanhou de longe as residências e fez críticas pontuais e certeiras, que resume: a marca de Irina é a autenticidade. Narrativas com qualidade literária, sem sentimentalismo nem auto indulgência. É o retrato de uma vida livre dos clichês.

Depois dessa rica avalanche de propostas, experiências e percepções, coube a Mariah Valeiras e a própria Raquel, antropofagicamente, dar a forma final.

E, completando a ficha técnica, Rodrigo Portella (diretor de ‘Tom Na Fazenda’, com 5 indicações ao Prêmio Shell e 7 indicações ao Prêmio Cesgranrio, incluindo Melhor Direção) assina a iluminação, Marcia Rubin a direção de movimento, Domingos Alcântara a direção de arte e figurino, Tato Taborda a trilha sonora, e Bruno Bastos e Caetana Lara Resende o projeto gráfico.

Apresentações gratuitas


O Primeiro espaço onde Irina vai se apresentar e fazer uma troca artística será na “Colônia Juliano Moreira/ Museu Bispo do Rosário”. No dia 10/01 Raquel Iantas vai apresentar as nove narrativas de Irina no "Polo Experimental" exclusivamente para os usuários do sistema de saúde mental que frequentam as oficinas do Polo, onde desenvolvem trabalhos nos ateliers de pintura, escultura, mosaico, costura e bordado. Após a apresentação de Irina teremos um bate-papo com os "usuários" onde será proposto a troca artística: A partir das narrativas de Irina cada usuários desenvolverá um trabalho na sua área, tendo como fonte de inspiração as nove histórias contadas pela atriz/escritora. No dia 31 de fevereiro a atriz volta à Colônia, agora para apresentar Irina não apenas para os frequentadores do Polo, mas para toda a comunidade e funcionários da Colônia e do Museu. Essa apresentação será acompanhada pelos trabalhos que foram desenvolvidos pelos artistas do Polo a partir do primeiro encontro com Irina. É o teatro como veículo de integração entre os artistas e a comunidade local.

"Nestes tempos de intolerância, de crescente ameaça à liberdade de pensamento e de atos de violência contra a própria existência da arte – sim, porque só há arte onde há liberdade -, nestes tempos sombrios, o teatro tem uma missão a cumprir: recuperar em sua plenitude a potência da fala poética e libertadora e promover o encontro direto, sem intermediação, com o público. Fazer-se a cada apresentação experiência viva, encarnada, presente. Irina está consciente desse papel social do teatro e quer se dar a conhecer em lugares onde há mais carência, quer se fazer ouvir, e ouvir de volta, num diálogo aberto, autêntico e livre com as pessoas”, explica Raquel Iantas.

CURRÍCULO

Raquel Iantas – Atriz

Atriz, nasceu no Paraná. Iniciou sua formação em 1983 em Curitiba nas oficinas do Teatro Guaíra com Lala Schneider e Ivone Hoffman. No Rio de Janeiro continuou sua formação em workshops com os seguintes diretores: Marcio Abreu, Ron Daniels, Christiane Jatahy, Ivan de Albuquerque, Rubens Corrêa, Luis Antonio Martinez Correa, Hamilton Vaz Pereira, Domingos de Oliveira, Gerald Thomas e Aderbal Freire Filho. Atuou em dezenas de espetáculos, com destaque para: Madame Bovary, direção Bruno Lara Resende e Rafaela Amado, Irmãos de sangue, direção Cie Dos a deux, (Irmãos de sangue representou o Brasil no festiva de Wuzhen – China em 2015) Amorzinho, um conto de Tchekhov, direção de Orã Figueiredo; O púcaro búlgaro, de Campos de Carvalho, direção Aderbal Freire Filho (premio Eletrobrás de melhor espetáculo 2006, eleito pelo jornal O Globo um dos dez melhores espetáculos de 2006); O que diz Molero, de Dinis Machado, direção Aderbal Freire Filho (eleito pelo jornal O Globo como um dos dez melhores espetáculos de 2003); Barba azul a esperança das mulheres, de Dea Loher, direção Fabio Ferreira, Quase verdade, de Tom Stoppard, direção Dudu Sandroni; A dança do Homem com a Mala, texto e direção Gillray Coutinho; Divinas Palavras, de Ramon Del Valle-Inclan, direção Moacyr Goes; Confissões de Mulheres de 30, direção Domingos de Oliveira; Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, direção Aderbal Freire Filho; Turandot ou o Congresso dos Intelectuais, de Bertolt Brecht direção Aderbal Freire Filho; Lear, de Eduard Bond, direção Gillray Coutinho; O tiro que mudou a História, de Aderbal Freire Filho e Carlos Eduardo Novaes; Freud levou pau em ginecologia, de Eleonora V. Vorsky, direção José Lavigne. Na televisão, participou dos seguintes programas: Verdade Secretas, Vai fazer o que? Fantástico, A arte do artista, A grande família, Laços de família, Decadência, O Rei do Gado, entre outros.

FICHA TÉCNICA

Texto e atuação – Raquel Iantas

Direção – Mariah Valeiras e Raquel Iantas

Colaboração artística – Aderbal Freire Filho, Bruno Lara Resende, Eleonora Fabião e Marcio Abreu

Direção de movimento – Marcia Rubin

Iluminação – Rodrigo Portella

Direção de arte e figurino – Domingos Alcântara

Trilha sonora – Tato Taborda

Projeto Gráfico – Bruno Bastos e Caetana Lara Resende

Fotografias – Guga Melgar

Assessoria de imprensa – Daniella Cavalcanti

Equipe de Produção – Alex Nunes, Ana Casalli e Nathalia Pinho

Produção Executiva – Maria Albergaria

Direção de Produção – Sérgio Saboya e Silvio Batistela

Produção – Brotto Produções e Galharufa Produções Culturais

SERVIÇO


Temporada: de 05 de janeiro a 04 de fevereiro de 2018

Estreia: 05 de janeiro, às 19h

Local: Teatro Glauce Rocha (Av. Rio Branco, 179 - Centro, Rio de Janeiro)

Horário: 6ª a domingo, às 19h

Ingressos: R$15,00 (meia), R$30,00 (inteira)

Informações: (21) 2220-0259

Duração: 70 minutos

Classificação: 12 anos

Capacidade: plateia inferior - 130 lugares | plateia superior - 72 lugares

Bilheteria: de 4ª a domingo, das 14h às 19h

Gênero: memória romanceada

Sinopse: nove histórias, narradas com autenticidade: da menina solitária e imaginativa de uma família operária, à adolescente curiosa e insegura, que se torna a artista corajosa e livre.
Wal Schneider
Escrito por Teresa Montero, biógrafa de Clarice Lispector, com orelha por Sergio Fonta e depoimentos de inúmeros artistas, como Malu Mader e Tony Ramos, Wal Schneider e sua equipe lançam o livro que marca os 10 anos de No Palco da Vida. Dia 16 de Janeiro, às 19hs, na Livraria Argumento - Leblon

Foi com 7 anos de idade que Wal Schneider, fundador do projeto No Palco da Vida, descobriu seu amor por teatro. Foi aos 17 que deixou sua cidade natal, Tabuleiro do Norte, no Ceará, de carona em cima de um caminhão de melão, para realizar o grande sonho de ser ator. Chegando no Rio de Janeiro, lavou pratos, foi atendente em padarias, lavou banheiros e fez faxina, tudo para poder pagar a formação de ator. 

Hoje, após anos de luta e muito trabalho, levando mais do que a formação teatral para inúmeras pessoas, Wal comemora 10 anos de sucesso do projeto com o lançamento do livro “Um Palco e Muitas Vidas – 10 anos de histórias No Palco da Vida”. O livro já está sendo vendido nas livrarias Eldorado e Copabooks e on-line apenas pelo site da livraria Eldorado (www.livrariaeldorado.com.br). A obra reúne a trajetória do projeto, desde seu início, com depoimentos de artistas que apoiam e ajudam a causa.

Para Wal, o projeto “No Palco da Vida” é a como a eterna luta do sonho que parece impossível. Eles buscam muito além do teatro que pretende apenas conquistar os aplausos da plateia, os estúdios da televisão ou as telas do cinema. O teatro do Palco da Vida quer muito mais, quer estimular o convívio saudável e despertar a autoconfiança de cada um do grupo, quer descobrir vocações, formar talentos, desenvolver potencialidades, indicar caminhos, ganhar espaço em diferentes áreas de atuação. Enfim, objetivam preparar crianças e jovens para o palco da vida, que é o palco mais difícil, o palco que não permite ensaios, o palco que sempre apresenta os maiores desafios, dia após dia.

– Venho realizando o meu sonho e os de meninos e meninas como eu, a partir de minhas primeiras vitórias na carreira. Comecei a dar aulas de teatro em favelas: em fundo de quintal de alunos que cediam o espaço, em terrenos abandonados e quadras, e, depois de um tempo, tive a ousadia de alugar uma casa para criar o projeto. Lá um grupo de meninos e meninas, adolescentes e adultos, se une para praticar a arte do Teatro. No local, todos têm acesso a "Biblioteca Padre Pio" de Teatro, com mais de 6.000 títulos relacionados ao assunto e outros temas correlatos, revistas, jornais referentes a essa arte e uma videoteca com mais de 5 mil títulos a ela relacionados, filosofia e história – conta Wal.


capa livro
Quando entrou no projeto, há cinco anos, Caio Costa, hoje integrante ativo e produtor do Palco, estava numa fase um tanto que decisiva na vida. Conheceu o Wal através da segunda oficina que ele deu no Sesc de Ramos e de lá pra cá está com o grupo desenvolvendo seu lado artístico e empreendedor social.

– Com o projeto aprendi que o único jeito de realizar seus sonhos, é botando a mão na massa e se cercando de pessoas que compartilham do mesmo objetivo que você. Este livro que está sendo lançado é a concretização do sonho de uma vida. No livro estão documentados, não somente os primeiros dez anos de projeto, mas sim o início das carreiras de todos os que por aqui passaram, o impacto positivo que o projeto vem causando na vida das pessoas e na história do bairro de Olaria, adjacências e no estado do Rio de Janeiro e é a primeira vez que o pensamento, a visão que o Wal vem disseminando sobre arte está sendo organizada – relata Caio.

Will Dubrok é mais um aluno do projeto, que hoje faz parte ajudando fazer acontecer. Ele, que entrou com o objetivo de apenas escrever, com o passar do tempo viu que podeira ajudar a criança e ao adulto com a arte de fazer cinema. Aproveitar o talento que cada um tem, não só interpretando, mas também ajudando a montar um cenário, fazendo a maquiagem, entre outras funções. 

– O livro resume um grande sonho construído com tijolos e muita garra, desde a pessoa que prepara o lanche a pessoa que compartilha trocados de passagem para o outro. 10 anos e muitas vidas, No Palco da Vida é um projeto com o poder imensurável de transformação – afirma Will.

Para Vitor Abreu, hoje também integrante e produtor, Wal é um exemplo para todos  e um símbolo nacional de resistência, honestidade, para muitos brasileiros e que em sua maioria busca seu lugar ao sol. Segundo ele, muitos que chegam ao projeto, muitas das vezes sem perspectiva de sonhos, encontram ali uma possiblidade.

– Quando integrei no projeto No Palco da Vida não podia imaginar que ali selava um encontro, que aos poucos foi se tornando uma segunda casa, uma segunda família. Curiosidade, leitura, teatro, amizade, carinho e respeito são alguns elementos que encontramos ao passar uma tarde na sede do projeto. Porém o mais me chama a atenção é perceber que essa casa simples, colorida, na rua Uranos 1363, não forma apenas atores, mas cidadãos conscientes do seu valor no mundo. Está completando 10 anos de existência, ou melhor, de resistência é saber que ainda existe possibilidade de se transformar e revolucionar um bairro, uma rua, um mundo – conta Vitor.

"Este livro pra mim é a realização de um sonho, pois ele, mostra o quanto o Palco provoca as pessoas a seguirem seus sonhos. É lindo ver a história de como começou este projeto No Palco da Vida que, mesmo com tão poucos recursos, dá oportunidades faz com que as pessoas possam compartilhar de uma filosofia agregadora e do bem. E isso é uma realidade aqui. Vejo nos alunos muito do que eu era no início. Fico feliz em ver a equipe que há dez anos vem se transformando em seres humanos melhores e sempre com senso de união, um ajudando o outro. E tudo isso através da arte e da educação. Vejo o quanto a luta diária nos faz resistir e crescer internamente num foco para que a força fique maior e para acender a emoção e o amor dentro dos outros. Às vezes parece que o sonho está longe, mas a cada dia colocando uma pedrinha nos sonhos no final o castelo estará formado. Espero que este castelo inspire outras gerações." (Wal Schneider)

SERVIÇO Data: 16 de Janeiro de 2018 Horário: 19h
Local: Livraria Argumento Leblon
Endereço: Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon
Telefone: (21) 2239-5294
FICHA TÉCNICA DO LIVRO
Texto: Teresa Montero
Editora: Eldorado
Páginas: 179 

Valor de venda: R$39,90
FICHA TÉCNICA DO PROJETO Coordenação e direção: Wal Schneider 
Produção: Caio Costa, Will Dubrok e Vitor Abreu 
Assessoria de Imprensa: Dois Pontos Assessoria
A Baixada Fluminense é um terreno fértil e efervescente de produção cultural. Nesse território, coletivos culturais independentes iniciaram um movimento cineclubista que leva o cinema até o espectador.

Os Cineclubes tem um papel fundamental na construção social das regiões periféricas e abrem o debate para transformação do cotidiano em seu território. O documentário Cineclubismo na BF mostra a atuação de alguns dos principais Cineclubes da Baixada Fluminense.

Criar um Cineclube é uma atitude cidadã e um ato político.

Nos Cineclubes, os filmes são a ponte entre as pessoas e a relação com o espectador é mais importante que o lucro.

Por muito tempo perpetuou-se a ideia de que a Baixada Fluminense é uma região carente de cultura. Através da atuação dos cineclubes, vemos que essas ações tem também o papel de proporcionar aos moradores dessa região o conforto de não precisar se locomover para outros municípios e regiões centrais para consumir cultura.

Os Cineclubes levam os filmes para as praças, bares, escolas e onde mais tiver espaço para exibir. É onde o cidadão retoma o direito à cultura e percebe que pode participar da transformação do cotidiano em seu território.

"Acreditamos que promover Cineclubes é preservar a possibilidade do encontro, da identificação com o outro e o prazer de compartilhar e motivar pessoas. Muito além de simplesmente mostrar quem são e o que fazem, o objetivo do documentário é mapear a atuação dos Cineclubes, explorar a importância do trabalho que realizam e inspirar a criação de novos Cineclubes. O documentário pretende participar da ocupação e da compreensão do território e propagar a potência efervescente da Baixada em produção cultural. Queremos mostrar a ação, impacto e importância desse movimento cineclubista e contamos com o depoimento de seus principais realizadores."

A equipe é formada majoritariamente por profissionais da Baixada Fluminense. Roteiro e Direção: Carol Vilamaro

Assistente de Direção e Logger: Elizabeth Martins
Produção Executiva: Giordana Moreira 
Produção: Linda Marina 
Direção de Fotografia: Priscila Alves 
Camera: Laís Dantas, Pâmela Ohnitram, Viviane Sales 
Still: Viviane Sales 
Som Direto: Rebecca Joviano, Amanda Moraes, Anne Santos 
Montagem: Maicon de Paula 
Desenho de som e mixagem: Ricardo Mansur

"Além de gravar um documentário sobre o movimento cineclubista na Baixada, estamos criando um filme sobre nossos afetos. Mais do que apenas documentar, queremos registrar os coletivos e cineclubes que foram nossa inspiração tanto profissional quanto pessoal. Queremos escrever esse filme de modo a homenagear todos os cineclubes e as pessoas que fizeram e ainda fazem parte desse movimento.
Temos consciência que se não fosse a atuação dos cineclubes, provavelmente não teríamos chegado onde estamos. Com o filme, fazemos um regresso às nossas próprias origens para contar um pouco do que nos moldou. Esperamos contribuir para o registro da memória de nosso território mostrando o que ele tem de melhor. E principalmente que somos de cores e nuances muito diferentes das que a mídia pinta em rede nacional todo dia."


Cineclube é resistência!

Somos cultura. Somos potência. Somos Baixada!

ESTREIA: 12 Janeiro de 2018 – Cine Odeon Cinelândia: Praça Floriano, nº7, Centro/RJ

sábado, 23 de dezembro de 2017

Violência, drama, romance, suspense, comédia, entrelaçam os números em Cinequanon. Personagens como o super-herói, a princesa, o xerife, o soldado, a enfermeira, e outros tantos da filmografia mundial aparecem como referências na obra.

TEASER: https://vimeo.com/214591327

Por meio do patrocínio da Petrobras, o aclamado espetáculo Cinequanon, da Focus Cia de Dança, com direção, concepção e coreografia de Alex Neoral. reestreia dia 04 de janeiro, numa curtíssima temporada (até 14 de janeiro), no Teatro CAIXA Nelson Rodrigues, no Rio de Janeiro. Além da temporada, a companhia irá ministrar a oficina ‘Ferramentas para muitas danças’, no dia 13 de janeiro, das 14h às 17h, no palco do próprio teatro.

Cinequanon é o mais recente trabalho da companhia carioca e põe no palco cerca de 80 referências a filmes do cinema mundial. De trilhas a figurinos, de cenas a títulos, muitos elementos estão no palco. “Eu parti de pontos distintos na construção. Imagens de filmes sugeriram movimentos, títulos desenharam gestos e cenas. Foi uma grande mistura de referências que em alguns momentos aparecem mais claramente e em outros aponta uma atmosfera”, explica o diretor e coreógrafo Alex Neoral.

O espetáculo é formado por um jogo de cenas que aposta no universo do cinema como linha criativa. Na atmosfera onírica, o espetáculo busca inspiração em afetos impulsionados por músicas, ruídos, objetos e diferentes arquétipos de personagens que embalam e dão enredo a produções cinematográficas de diversos gêneros.

Obras da filmografia de todas as épocas, como “Tempos modernos”, “Psicose”, “O Poderoso Chefão”, “Dogville”, “Matrix”, “Ensaio sobre a cegueira", “Tudo sobre minha mãe” e muitos outros, serviram de base à construção do espetáculo que tem em seu elenco Carolina de Sá, Cosme Gregory, Jéssica Fadul, José Villaça, Marcio Jahú, Marina Teixeira, Roberta Bussoni e também Alex Neoral, que fala sobre como esses filmes aparecem em Cinequanon: “[Estão presentes] o terror de Alfred Hitchcock (quatro bailarinas, todas de perucas louras, aludem ao universo do cineasta britânico), o inesquecível Chaplin de ‘Tempos Modernos’ em um solo masculino, a grandiosidade de Hollywood, mas não só. Também tem espaço para o universo instigante do dinamarquês Lars Von Trier ou o universo descabido de Pedro Almodóvar. E como abordamos filmes que permeiam nossa memória, apareceram personagens infantis e até aqueles da vida adulta, como a menina do casaco vermelho de "A lista de Schindler", um marco nesse filme, e que aparece no espetáculo ora no figurino, ora na luz, ora na cenografia ou nos objetos cênicos”.

Segundo Neoral, algo que saltou aos olhos ao longo do processo de criação, foi constatar como o cinema é referência para o cotidiano. “Fulano tem uma ‘casa de cinema’ com ‘vista cinematográfica’. Você entra em um ambiente em que toca alguma música e pensa: ‘parece que estou num filme’. É o cinema no mundo real. São muitas as possibilidades de afeto que surgem, bem como histórias pessoais que podem ser contadas através de uma canção que embalou uma clássica cena de cinema americano. Atrás disso, seguimos”.

Oficina: ‘Ferramentas para muitas danças’

A oficina, com três horas de duração, ministrada pela companhia oferece uma metodologia que mescla uma preparação técnica com um aquecimento corporal e improvisação, aproximando o “participante” do processo de criação utilizado pela Cia. Serão as principais bases das aulas os elementos de consciência corporal, improvisação e dança contemporânea. Os interessados nas oficinas terão a oportunidade de experienciar no próprio corpo, os movimentos que poderão conferir na cena. As atividades propostas buscam estreitar ainda mais a distância criada entre os intérpretes e o espectador.

Data: 13/01

Horário: 14h às 17h

Local: Palco do Teatro CAIXA Nelson Rodrigues

Público alvo: estudantes e profissionais de dança (adulto)

Acesso: GRATUITO

Inscrição através do email: focusciadedanca@gmail.com com envio de currículo para análise até o dia 08/01/2018.

Sobre a trajetória da Focus Cia de Dança

Tão apaixonado por música quanto por dança, Alex Neoral tem proporcionado novos olhares aos movimentos ao tirar partido, por exemplo, da obra de Roberto Carlos, mote do consagrado espetáculo As canções que você dançou para mim, e ainda reunindo o legado pictórico de Candido Portinari às canções de Chico Buarque em Saudade de Mim, para citar dois dos trabalhos recentes do repertório da Focus Cia. de Dança. “O roteiro que criei não é cronológico, bom que se registre. Não existe uma narrativa contínua e cada cena evoca um universo em si”, explica coreógrafo.

A Focus Cia de Dança é uma das mais atuantes e aclamadas companhias do país. Consagrada pela crítica especializada e pelo público, a Cia se apresentou, em 2017, no Palco Sunset, do RIR, com Fernanda Abreu e Dream Team Passinho, além de seguir com a circulação de "Cinequanon", seu mais recente espetáculo, "Saudade de mim", "As canções que você dançou pra mim", “3 pontos…” e "Outro lugar". 

Dirigida e coreografada por Alex Neoral, a Focus recebeu, em 2016, a Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura, a maior condecoração da cultura brasileira que todos os anos agracia artistas e grupos de maior destaque no cenário artístico e cultural do Brasil naquele ano.

Com 20 obras e 10 espetáculos em seu repertório, a Focus se apresentou em mais de 90 cidades do Brasil entre interior e capitais. No exterior, levou sua arte para Canadá, Estados Unidos, Portugal, Itália, França, Alemanha e Panamá. Com "As canções que você dançou pra mim", que se aproxima a 300 apresentações, recebeu diversas indicações a melhor espetáculo do ano por sua criatividade e originalidade. Em 2012 foi escolhida através da seleção pública do Programa Petrobras Cultural com um patrocínio por três anos, para desenvolvimento de suas atividades. dando início a uma parceria de manutenção que segue até hoje.

FICHA TÉCNICA

Direção, concepção e coreografia: Alex Neoral

Com: Alex Neoral, Carolina Sá, Cosme Gregory, Jéssica Fadul, José Villaça, Marina Teixeira, Marcio Jahú e Roberta Bussoni

Direção de produção: Tatiana Garcias

Produção executiva: Dayana Lima

Iluminação: Binho Schaefer

Técnico de Iluminação: Paulo Denizot

Figurinos: André Vital e Mônica Burity

Visagismo: André Vital

Confecção de figurinos: Jacira Garcias

Direção Musical: Felipe Habib

Vídeos: Vitor Medeiros

Cenografia: Márcio Jahú

Técnico de palco: Wellison Rodrigues

Fotos: Paula Kossatz

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Comunicação Visual: Infinitamente Estúdio de Criação

SERVIÇO 

Cinequanon – Focus Cia. de Dança

Temporada: de 04 a 14 de janeiro de 2018

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues 

Endereço: Avenida República do Chile, 230, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

*Entrada pela Avenida República do Paraguai

Informações: (21) 3509-9600/ (21) 3980-3815

Horário: de quinta a domingo, às 19h

Ingressos: Plateia: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)/ Balcão: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: 400 lugares (mais 08 para cadeirantes) ​

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: ​75 minutos

Acesso para pessoas com deficiência

Desconto de 50% na compra de até dois ingressos para a força de trabalho da Petrobras (mediante apresentação do crachá) e para clientes do Cartão Petrobras (mediante apresentação do cartão).

www.focusciadedanca.com

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Um homem, que adorava observar o céu, desafiou a Igreja Católica e acabou enfrentando a Santa Inquisição. E para fugir da fogueira, teve que negar tudo aquilo em que acreditava. 

A história de Galileu Galilei vai ser contada a partir de 1º de dezembro no palco do Teatro Municipal Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea. Baseada no texto “A vida de Galileu” (Leben des Galilei, no título original em alemão), do dramaturgo Bertolt Brecht, a peça homônima ficou em cartaz por mais de um ano no Museu da Vida, da Fiocruz. 

Na montagem, dirigida por Daniel Herz e João Marcelo Pallotino, cabe a Roberto Rodrigues interpretar o cientista, enquanto oito atores se alternam em outros papéis. Toda a trama se passa no século 17, mas podia ser nos dias de hoje.

“Naquela época, havia uma força retrógrada muito forte por parte da Igreja, que, por motivos de poder e motivos obscuros não estava aberta ao novo, à diferença. Diria que hoje a gente está vivendo um retrocesso muito grande. Nesse sentindo, essa montagem faz uma dupla leitura: a da época do Galileu e a da homenagem aos cientistas que foram expulsos da Fiocruz durante o regime militar. Mas ainda tem uma terceira camada: que a gente está vivendo hoje, de profundo retrocesso na cultura, no que diz respeito às conquistas que a sociedade obteve em relação à diversidade e às diferenças. 
É um momento bastante assustador e, infelizmente, o texto mostra-se profundamente atual”, compara Daniel Herz, que foi convidado pela Fiocruz para fazer a encenação do texto, no ano passado, por conta da celebração dos 30 anos da reintegração dos pesquisadores, que puderam retornar à Fiocruz após a injustiça que sofreram. 

Na época, o governo brasileiro cassou os direitos políticos e a aposentadoria de dez pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), que foram proibidos de entrar em seus laboratórios dentro da instituição.

Para homenageá-los, o espetáculo é entrecortado por depoimentos dos cientistas afastados. A ação se dá em um cenário propositalmente redondo.

“Essa circularidade é inspirada no próprio Galileu, com a ideia de mostrar que a Terra não está no centro do universo. A Terra está circulando, a vida está circulando, os valores estão circulando e o teatro também. O público se identifica com essa história, que tem uma dinâmica moderna, bem contemporânea e traz a ideia de você testemunhar os atores contando uma história, se revezando nos papeis”, defende Daniel.

Durante os ensaios, elenco e direção inseriram elementos para revitalizar a montagem e encaram o desafio de contar uma história não apenas para o público adulto, mas também para os jovens, já que muitos alunos de ensinos fundamental e médio assistiram à peça. Estudantes e professores da rede pública de ensino têm entrada gratuita garantida nas sessões do espetáculo.

“A ciência e o teatro precisam dos jovens: a juventude tem a mudança nos seus hormônios. Essa peça une arte e ciência e isso já vale a aventura de abrir o pano”, conclui Daniel.

A peça está sendo realizada com recursos adquiridos por meio de parcerias feitas com o uso da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro. Esse projeto conta com patrocínio da Dataprev e do Grupo Seres.

Sinopse

Um homem, que adorava observar o céu, desafiou a Igreja Católica e acabou enfrentando a Santa Inquisição. Baseada no texto homônimo do dramaturgo Bertolt Brecht, a peça "A vida de Galileu" dialoga com os públicos jovem e adulto. Matemático, astrônomo e físico italiano nascido em 1564, Galileu, decidido a explorar aspectos desconhecidos do Universo, construiu um telescópio em 1609 com mais capacidade do que os que existiam à época. Manchas solares e os satélites de Júpiter são algumas de suas descobertas. Galileu defendeu a teoria heliocêntrica de Copérnico, segundo a qual o Sol é o centro do Universo e não a Terra, o que o fez ser perseguido pela Igreja Católica. Para fugir da fogueira, teve que negar aquilo em que acreditava.

A encenação associa a questão do autoritarismo com o episódio que ficou conhecido como Massacre de Manguinhos, quando dez cientistas da Fiocruz tiveram seus direitos políticos cassados e foram forçadamente aposentados durante a ditadura militar. Os cientistas foram proibidos de entrar em seus laboratórios e muitas de suas pesquisam foram paralisadas. Mais informações em https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/cartilha-sobre-reintegracao-dos-pesquisadores-cassados]

“A peça discute a relação dos cientistas, enquanto intelectuais de uma sociedade, com a sustentação do autoritarismo ou da democracia e da liberdade. Além disso, aborda em muitas cenas porque o cientista deve se aproximar da população. É uma discussão em que a divulgação científica é peça central. Todos esses elementos estão bastante presentes na peça a partir dos dilemas que o próprio Galileu enfrenta”, esclarece Diego Vaz Bevilaqua, um dos idealizadores do projeto.

Ficha Técnica

A Vida de Galileu (de Bertolt Brecht)

Direção geral - Daniel Herz

Direção - Daniel Herz e João Marcelo Pallottino

Diretor assistente - Clarissa Kahane

Tradução - Roberto Schwarz

Adaptação do texto – Daniel Herz, Diego Vaz Bevilaqua, Letícia Guimarães e Wanda Hamilton

Elenco - Andressa Lameu, Carol Santaroni, Diego de Abreu, Ingra da Rosa, Leandro Castilho, Letícia Guimarães, Pablo Paleologo, Roberto Rodrigues e Sérgio Kauffmann

Direção musical e música original - Leandro Castilho

Cenário - Fernando Mello da Costa

Figurino - Carla Ferraz

Luz - Aurélio de Simoni

Operação de luz - Lívia Ataíde

Operação de som - Rafael Silvestre

Operação de vídeo - Mariluci Nascimento

Direção de movimento - Janice Botelho
​Programação visual - Alana Moreira e Flávia Castro

Assessoria de imprensa: Haendel Gomes (COC/Museu da Vida), Sheila Gomes e Sara Paixão

Produção executiva – Fernanda Avellar e Mariluci Nascimento

Direção de produção - Geraldo Casadei

Serviço
Teatro Municipal Maria Clara Machado (dentro do Planetário da Gávea)

Temporada: de 1º a 17 de dezembro, sextas, sábados 21h e domingos, às 20h

Ingresso: Inteira R$20,00 Meia R$10,00 – Gratuidade para professores e alunos da rede pública de ensino

Classificação Indicativa: a partir de 10 anos

Duração: 75 minutos

Gênero: Drama

Endereço: Av. Padre Leonel Franca, 240 - Gávea, Rio de Janeiro - RJ, 22451-000

Telefone: 2274 7722

E-mail institucional: teatromclaramachado.cultura@gmail.com

Horário de funcionamento: 14h às 22h

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

 Carlos Vereza posa com o Diretor Bruno Saglia e o produtor de imagens aéreas Germano

No sábado dia 11 de novembro foi realizado o lançamento do filme "De Repente eu Te Amo", que tem no elenco Carlos Vereza, Marcello Melo Junior, Alexandra Richter e Jane Saglia.

O drama romantico dirigido por Bruno Saglia e produzido por João Pedro Durão e Thiago Vasconcellos tem previsão para estar nos cinemas somente ano que vem.

"É um filme que estamos fazendo com um cuidado muito especial, para poder estar concorrendo nos maiores festivais de cinema do mundo, pelo fato de termos o grande Bruno Saglia como diretor, então fazemos todo o percurso dos festivais nacionais e internacionais e em seguida lançamos nos cinemas", afirma o produtor do filme João Pedro Durão.

O filme conta com um grande diferencial por ter sido gravado em 4K e finalizado em 4K, sendo assim um dos primeiros filmes brasileiros a terem a tecnologia 4K.

Logo após o lançamento, aconteceu uma festa fechada para 200 convidados assumida pelo promoter David Santiago, e quem comandou a pista de dança foi a DJ Eve, residente do Clube Hipo.





Carlos Vereza com o Saxofonista Thiago Astory


O empresário Marcelo Cardoso posa com Bruno Saglia, o promoter David Santiago e o produtor João Pedro Durão


Produtor João Pedro Durão fala sbre tecnologia usada em seu filme

Lançamento

Lançamento
Escrito por Teresa Montero, biógrafa de Clarice Lispector, com orelha por Sergio Fonta e depoimentos de inúmeros artistas, como Malu Mader e Tony Ramos, Wal Schneider e sua equipe lançam o livro que marca os 10 anos de No Palco da Vida.

Lançamento

Lançamento
A obra trata-se de uma antologia poética que reúne 91 poetas de diversos países que falam o idioma português, como Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e Portugal, além do Brasil. O livro conta ainda com a quarta capa de Pepetela, o maior escritor de África.

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crédito: Lia Amorelli

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