quinta-feira, 13 de julho de 2017

Projeto Arte Com Visão
Quando os 11 bailarinos do Projeto Arte com Visão, do Instituto Mundo Novo, souberam que iriam representar a Baixada Fluminense no Festival de Dança de Joinville, tido como o maior do mundo, a alegria foi unânime, mas logo o sentimento foi substituído pelo medo: como levar os 11 para o festival que ocorrerá em Santa Catarina a partir do dia 18 deste mês? O projeto, que no momento está sem patrocínio, fez de tudo: festivais, festas, bazares, pediu apoio da Prefeitura de Mesquita e de empresas da região, mas não conseguiu o suficiente e ainda faltam R$ 14,5 mil, valor cobrado pela empresa de ônibus para levar os jovens e a equipe para a competição, que irá até o dia 29.

Dos 12 dias de festival, o instituto optou por participar de apenas cinco, já que não tinha recursos para arcar com os gastos com os outros sete dias. Segundo Bianca Simãozinho Carvalho, presidente do Instituto Mundo Novo, que há 14 anos ensina dança para crianças e adolescentes da Chatuba, em Mesquita serão cinco apresentações por dia, e a seleção foi árdua. “Apresentamos coreografias, passamos por seleções, mandamos vídeos, a preparação começou no ano passado”, relembra ela. “No ano passado conseguimos o apoio do SESI Cidadania que patrocinou nossa ida até Joinville, mas esse ano tentamos vários apoios e parcerias, mas não conseguimos. Estamos muito tristes em saber que todo esforço do nosso grupo e equipe foram em vão para participarmos do Festival”, conta Bianca. “Atendemos mais de 200 crianças hoje, em 12 anos já atendemos mais de 2 mil e sempre conseguimos grandes resultados. Já fizemos tudo que estava ao nosso alcance, mas ainda falta muito para conseguirmos o valor para a viagem”, aponta ela.

Projeto Arte Com Visão
Atualmente, pouco mais de R$ 2.200 foram arrecadados através do crowdfunding hospedado no site de arrecadação de recursos Vakinha. “Já havíamos decidido cancelar nossa viagem, fizemos até um comunicado oficial, mas várias pessoas nos pediram para não desistir, criar uma vaquinha virtual, é isso que estamos fazendo, precisamos da ajuda de todos para mostrar o potencial que a Baixada Fluminense tem”, aponta Bianca, que espera conseguir o apoio necessário. “Se alguma empresa de ônibus quiser nos ajudar cedendo um ônibus ou dando um desconto, nos ajudaria muito, precisamos de ajuda de todos agora”, afirma.

Instituto Mundo Novo

O Instituto Mundo Novo é uma organização sem fins lucrativos que leva alternativas culturais para a Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense. A região, apresenta altos índices de vulnerabilidade social e poucas alternativas de desenvolvimento artístico e social para jovens e adolescentes. Indignada com isso, e apesar da pouca idade, Bianca Simãozinho Carvalho, de 30 anos, iniciou o que viria a se tornar o Instituto Mundo Novo, quando tinha apenas 16 anos. O sonho de Bianca tornou-se um projeto da família inteira, que colabora arduamente com o instituto, que já atendeu mais de 2 mil crianças e adolescentes em 14 anos de existência. Além de balé, o Instituto Mundo Novo ainda promove aulas de danças , além de reforço escolar, oficinas de corte e costura e cursos de empreendedorismo para jovens e adolescentes da região. Atualmente, 200 crianças e adolescentes são impactados diretamente pelas ações da instituição.

Serviço:

O que: Projeto Arte com Visão faz vaquinha virtual para ir para o maior festival de dança do mundo, que acontecerá em Joinville, Santa Catarina, a partir do dia 18 de julho. Colabore através do link: www.vakinha.com.br/vaquinha/salve-a-ida-do-projeto-arte-com-visao-para-joinville. Se preferir, doe através do PayPal, no link: goo.gl/3HeTxV. Mais informações através do site: www.ongmundonovo.org.br.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Espetáculo Fé No Corpo e In Corpo

Espetáculo InCORPO e da performance solo Fé No Corpo

Ambas as criações são alimentadas por memórias pessoais e coletivas dos intérpretes.
​Realização: ​Núcleo de Pesquisa em Dança e Cultura Afro-brasileira – NUDAFRO

InCorpo tese memórias ocorridas na infância; experiências conflituosas que declaram a presença da discriminação, da falta de respeito e da relação de poder entre gêneros; do orgulho de falar o seu próprio nome e de exaltar através da oralidade o nome de personalidades femininas da história​.

Fé ​N​o ​C​orpo revela memórias rituais da intérprete nos entremeios de movimentos, gestos e expressões. O corpo em fé é uma recordação no corpo, um ato que é ao mesmo tempo tradicional e singular. O corpo é apresentado como um arquivo que condensa um saber pelos movimentos verbais e não-verbais, com a finalidade de, transmitir e conservar a memória de um grupo.
Caetano Veloso
crédito: Fernando Young 

Considerado o maior evento de cultura multilinguagem do Brasil, Festival chega à sua 16ª edição celebrando os 50 anos da tropicália


O Festival Sesc de Inverno 2017 vai até o dia 6 de agosto, em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Considerado o maior evento de cultura multilinguagem do Brasil, o Festival levará às três cidades uma intensa programação que contempla as principais linguagens artísticas: literatura, cinema, música, teatro, dança e artes visuais. Haverá atividades nas unidades do Sesc e em locais públicos.

Nesta 16ª edição, o Festival Sesc de Inverno tem como tema Tropikaos – A Arte da Criação, uma celebração do movimento tropicalista, que este ano completa 50 anos.

Realizado pelo Sesc RJ – braço sociocultural do Sistema Fecomércio RJ –, o evento tem o apoio dos sindicatos do comércio varejista de Petrópolis e Teresópolis (Sincomércio Teresópolis e Sicomércio Petrópolis).

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Em clima de comemoração, a Cia Evoé irá realizar uma apresentação única do espetáculo "Pelo Buraco da Fechadura" no dia 24 de Junho. O motivo é que a Cia estará completando 5 anos de existência. O evento acontecerá na Arena Fernando Torres, localizada dentro do Parque de Madureira, Zona Norte - RJ.

"Essa peça é uma das melhores que temos na nossa cia, durante esses 5 anos tivemos um grande público em todas as nossas apresentações, por isso essa foi escolhida para essa apresentação especial.", revelou Rodrigo Santos, autor do espetáculo.

"Pelo Buraco da Fechadura" conta a história de dois amigos (Raul e Olegário), que viviam juntos, mas devido aos acasos da vida acabaram se distanciando por alguns anos. Até que em certo dia tudo mudou, eles se reencontram no bordel de Madame Cri-Cri onde podem encontrar as moças mais lindas de toda a redondeza, e começam a viver novas aventuras em cima da fixação de Raul por não gostar de mulheres com seios grandes! A comédia escrita por um jovem de 16 anos, tem em todo o conjunto da obra, uma levada no estilo de Nelson Rodrigues.

O espetáculo conta com Rodrigo Santos, Marquinhos Sylvestre, Helyane Silsan, Larissa da Mata, Andri Labrea, Dhara Collin, Raíssa Lopes, Raquel Carvalho, Rayana Brandão, Açussena Alves e Diego Riccel.


Serviço
Pelo Buraco da Fechadura
Local: Arena Fernando Torres (dentro do Parque de Madureira) - Rua Bernardino de Andrade - 200 - Madureira - RJ
Data: 24 de Junho de 2017
Horário: 20h
Valor promocional: R$15,00 com o print da internet ou encarte (já disponíveis antecipadamente na bilheteria da Arena)
Classificação: 12 anos

Fotos : Hingrid Nonato/Alex Sandro Gardel - Divulgação 






Através da própria biografia Walkiria Kaminski narra o início do contato mediúnico que a levou a vivenciar o suicídio da pintora Jeanne Hébuterne: esse é o fio condutor para a dramaturgia de um dos livros espíritas mais lidos da atualidade. Pescadores de Almas, inédito nos palcos, é a mais nova produção da Dendrobates Cultura, com direção de Daniel Archangelo e a atuação de Tatiana Sobral. O espetáculo fará sua primeira temporada a partir de 01 de Julho no Teatro do Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre, 169 - Santa Teresa).

Entre os livros espíritas mais vendidos da atualidade Pescadores de Almas apresenta uma narrativa arrebatadora. Através de caminhos pessoais levanta questões fundamentais sobre o suicídio. Em todo mundo as doenças emocionais têm se multiplicado, e muitas situações limites são enfrentadas com a solidão: O sofrimento enlouquece, nos diz Walkiria Kaminski.


A história contada no livro vai além da religião. Estamos diante um depoimento biográfico que se cruza com muitas outras vidas e histórias. Que traz em detalhes o momento da morte de uma personalidade histórica. Além disso todo processo de construção da dramaturgia é repleto de poesia visual. O resultado será um lindo espetáculo construído com extrema delicadeza. Explica o diretor Daniel Archangelo.

Pescadores de Almas traz em ótima performance a atriz Tatiana Sobral, além de um trabalho visual extremamente cuidadoso. Como uma forma de construir laços culturais, um dos objetivos da Dendrobates Cultura é buscar textos inéditos com novos pontos de vista, um movimento fundamental para compreender nossa própria realidade.

A escolha em adaptar uma obra literária tem a ver com a história que ela conta e com o ponto de vista que ela defende. A história de uma médium brasileira que conta com presença de vários pintores históricos, que se mescla a história da vida de Amedeo Modigliani e se choca com o suicídio de Jeanne Hébuterne precisa ser levada aos palcos. É um depoimento único que traz consigo um ponto de vista pouco presenciado em cena. Argumenta Archangelo

A conferir: Pescadores de Almas no Teatro do Parque das Ruínas – Rio de Janeiro – de 01 a 29 de Julho.

terça-feira, 20 de junho de 2017

No próximo dia 24, a Livraria Saraiva do Shopping Tijuca será palco de uma tarde repleta de poesia, troca de experiências e reflexões, sobre sentimentos e emoções que colocam em evidência o amor, a natureza e diversos temas que afligem a alma. A escritora e poetisa carioca, Suely Abardes, fará uma sessão de autógrafos no lançamento de sua nova obra ‘Emoções em Prosa e Versos’, composta por textos poéticos que falam sobre os conflitos entre o ser espiritual e o material. O livro é uma publicação da Ler Editorial - editora carioca especializada em obras de autores nacionais contemporâneos -, que distribuirá brindes literários e taças de espumante para o público que participar do evento.

Serviço: Lançamento de ‘Emoções em Prosa e Versos’

Data: 24/06/2017

Horário: às 16h

Local: Livraria Saraiva - Shopping Tijuca

Endereço: Av. Maracanã 987 1º piso - Tijuca, Rio de Janeiro

Entrada Franca

Sobre a Ler Editorial (http://www.lereditorial.com)

É uma editora carioca especializada, única e exclusivamente em publicações de autores nacionais. Reúne em seu portfólio os mais variados gêneros como Romance, Fantasia, Literatura Feminina, Erótico Contemporâneo e Poesia. Recentemente, criou o selo Jovem Ler, voltado para o público infantojuvenil, visando assim a formação de novos leitores. Conta com um catálogo de autores premiados e best-sellers como Halice FRS, Fernanda Terra, Eva Zooks, Juliana Mendes, S. Miller e Kel Costa.

sábado, 17 de junho de 2017

O Centro Cultural da Justiça Federal recebe, para uma curta temporada, de 16 de junho a 16 de julho, o espetáculo Fauna, de Romina Paula, com direção de Erika Mader e Marcelo Grabowsky, com Eduardo Moscovis, Erika Mader – que também assina a produção da montagem –, Erom Cordeiro e Kelzy Ecard.

Ambiciosa e sutil, Fauna é a terceira obra da atriz, diretora e dramaturga Romina Paula, autora que reflete a nova cara da dramaturgia argentina. A peça é um ensaio sobre a representação, o lugar da arte na vida e vice-versa. Metalinguagem. Uma homenagem, ainda que melancólica, ao teatro. Uma reflexão sobre a relação e as fronteiras entre arte e vida, ficção e realidade. Ao longo da trama, confundem-se a história sobre a pesquisa para a realização de um filme e a história das relações entre os personagens, provocando no espectador múltiplas interpretações. O que é real? O que é representação?

Com essa mesma sutileza, Fauna questiona a condição do feminino e do ser mulher, suas fraquezas, seus artifícios, seu lugar na sociedade. Questões sobre gênero, orientação sexual, o lugar da mulher na esfera pública e o papel da maternidade na vida de uma mulher.

O texto de Romina Paula conta a história de um cineasta e uma atriz que vão ao campo pesquisar o mito de Fauna, uma espécie de amazona, culta e selvagem, para fazer um filme de ficção sobre ela. Lá, recebem a ajuda de Maria Luísa e Santos, filhos de Fauna, que se encarregam de apresentá-los à figura de sua mãe. Os quatro personagens ensaiam para o filme e discutem a importância, ou não, da representação desta realidade. À medida que o tempo passa, os personagens vão se revelando, como se a exposição à ficção, em vez de protegê-los, os expusesse ainda mais.

Depois de dois trabalhos bem sucedidos como diretora teatral – Sóbrios, de Adam Rapp, e Os Insones, adaptação do livro de Tony Bellotto –, a atriz, apresentadora e produtora Erika Mader desta vez divide a tarefa com Marcelo Grabowsky, diretor assistente do espetáculo Amor em Dois Atos, do premiado autor Pascal Rambert, que rendeu o prêmio APTR de melhor ator a Otto Jr. A opção pela parceria se deu pois, além de dirigir, Erika também vai estar no palco como atriz. Ela interpreta Julia, a atriz, amante de José Luís, fascinada pelo mito de Fauna e quer viver a personagem no cinema. Eduardo Moscovis da vida ao cineasta José Luís, apaixonado por Julia, que cede aos encantos da bela atriz e inicia pesquisa sobre a misteriosa Fauna para seu novo filme de ficção. Kelzy Ecard e Erom Cordeiro interpretam os enigmáticos filhos de Fauna, Maria Luísa, uma mulher culta e sofisticada, e Santos, um bronco, desconfortável entre paredes.

Este espetáculo é realizado pelo Ministério da Cultura e conta com o patrocínio da Austral através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet e pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Brookfield por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS.

O Espetáculo contará com a presença de intérprete de libras em 04 sessões e distribuirá 10% dos ingressos à rede pública de ensino e Instituições sem fins lucrativos.

FICHA TÉCNICA

Elenco: Eduardo Moscovis, Erika Mader, Erom Cordeiro e Kelzy Ecard

Texto: Romina Paula

Tradução: Hugo Mader

Direção: Erika Mader e Marcelo Grabowsky

Assistência de Direção: Luciana Novak
Luz: Renato Machado
Cenário: Fernando Mello da Costa
Figurino: Antônio Guedes
Direção de Movimento: Toni Rodrigues

Direção Musical: Marcello H.
Programação Visual: Luiza Chamma

Fotografia: Bruno Machado (estúdio) e Bruno Mello (de cena)
Direção de Produção: Erika Mader
Produção Executiva: Marcela Büll

Assistente de Produção: Ramon Alcântara
Administração Financeira: Alan Isidio
Diretor de Palco: Tarso Gentil
Contrarregra: Adanilo Reis
Operador de Som: Leandro Bacellar
Operador de Luz: Ramon Alcântara

Assistente de Figurino: Renata Mota

Bilheteria: Waldivia Juncken
Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti
Consultoria: Cristiana Giustino
Realização: Auch Produçõe


SERVIÇO

Temporada de 16 de junho a 16 de julho

Sessão para convidados: dia 15 de junho (quinta), às 19h

Horário: quarta a domingo às 19h

Local: Centro Cultural da Justiça Federal

Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Centro

Telefone: (21) 3261-2550

Lotação: 141 lugares

Duração do espetáculo: 80 minutos

Preço: R$40,00

Classificação indicativa: 14 anos

Bilheteria: de quarta a domingo, das 16h às 19h. Contato: (21) 3261-2565
Versão cênica de Paulo de Moraes para a obra-prima de William Shakespeare estreou dia 16 de junho, no Centro Cultural Banco do Brasil - Teatro I, Rio de Janeiro, marcando os 30 anos de formação da companhia.
Acostumada a processos que resultam na criação de uma dramaturgia própria (vide Inveja dos Anjos e A Marca da Água – que levaram o Prêmio Shell de Melhor Autor em 2008 e 2012, além de O Dia em que Sam Morreu – Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto em 2014), a Armazém Companhia de Teatro se volta agora para um outro tipo de processo, onde o que mais interessa é o seu posicionamento sobre a narrativa. Partindo da obra fundamental de Shakespeare, a ideia geral da companhia é encontrar um Hamlet do nosso tempo. Um Hamlet cheio de som e fúria. Não numa atualidade forçada, mas ressaltando aspectos da obra que dialogam com esse coquetel de conflitos contemporâneos que vemos todos os dias jorrando nas grandes cidades do mundo.

Patrocinada pela Petrobras desde 2000, a companhia completa 30 anos de existência no final de 2017, travando um complexo diálogo criativo com um dos melhores materiais dramatúrgicos da história. Hamlet é o príncipe da Dinamarca. Seu pai morreu repentinamente de uma doença estranha, e sua mãe casou-se com o irmão do falecido marido, na frente de toda a corte, depois de apenas um mês. Hamlet tem visões de seu pai, que afirma que seu irmão o envenenou, e exige que ele se vingue e mate o novo Rei (seu tio e padrasto). Hamlet se finge de louco para esconder seus planos, e vai perdendo o controle sobre sua própria realidade no meio deste processo. Ou seja, a invenção teatral do século XVI de um príncipe que fingia loucura e o espírito inflamado do nosso século entraram inevitavelmente em colisão. Já não há mais fingimento. A loucura de Hamlet tornou-se a loucura do mundo.

Shakespeare representa a corte real dinamarquesa como um sistema político corrupto que se torna um labirinto esquizofrênico para Hamlet. Assassinato, traição, manipulação e sexualidade são as armas usadas na guerra para preservar o poder. No centro dessa história está Hamlet, um homem desesperadamente preocupado com a natureza da verdade, um homem notável que quer ser mais verdadeiro do que, provavelmente, é possível ser. E que exige do resto do mundo que sejam todos verdadeiros com ele. Mas é possível conhecer a si mesmo integralmente? É possível conhecer integralmente as pessoas a seu redor? Hamlet se fragmenta, nossa época o faz assim, um sujeito destrutivo, atormentado e letal.

O diretor Paulo de Moraes acredita que “é importante tratar Shakespeare como se ele fosse um genial dramaturgo recém-descoberto com algumas coisas urgentes a dizer sobre a guerra, sobre a loucura do mundo e sobre nossos líderes políticos modernos.” No Hamlet da Armazém Companhia de Teatro, sete atores dão vida aos personagens de Shakespeare (Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Marcos Martins, Lisa Eiras, Jopa Moraes, Isabel Pacheco e Luiz Felipe Leprevost). A tradução ficou a cargo de Maurício Arruda Mendonça, parceiro habitual de Moraes em muitas dramaturgias montadas pela companhia. “Maurício conseguiu uma poesia sem pompa, que comunica sem perder a beleza. E é grande mérito dos atores que essa poesia chegue rasgando, ela é língua, ela é corpo, ela é carne”, comenta Paulo de Moraes.

“Prestes a completar 30 anos de existência, o CCBB mantém uma política regular de patrocínio que possibilita a montagem e a circulação de trabalhos por todo o Brasil e até internacionalmente. É com satisfação que vemos a Armazém Companhia de Teatro celebrar, também, 30 anos, permitindo-se ousar e instigar o público. Acreditamos que Hamlet será mais um momento marcante para o teatro brasileiro, a partir da visão contemporânea da Cia que remete aos conflitos do nosso tempo”. Fabio Cunha, gerente geral do CCBB Rio de Janeiro.

Sobre a Armazém Companhia de Teatro

Em 2017, a Armazém Companhia de Teatro comemora 30 anos de atividades ininterruptas apresentando seu novo espetáculo Hamlet no Rio de Janeiro (estreia nacional) e nas temporadas em Belo Horizonte, Curitiba e Vitória. Em outubro, se apresenta no Wuhzen International Theatre Festival, localizado na província de Zhejiang, na China, com o espetáculo A Marca da Água. Além de outras apresentações dos espetáculos em repertório. Com mais de 30 prêmios nacionais no currículo, a companhia também foi premiada duas vezes no Festival Fringe de Edimburgo (na Escócia), com o prestigiado Fringe First Award (2013 e 2014) e no Festival Off de Avignon (na França), com o Coup de Couer de la Presse d’Avignon (2014).

A Armazém Companhia de Teatro foi formado em 1987, em Londrina, em meio à efervescência cultural vivida pela cidade paranaense na década de 80 - de onde saíram nomes importantes no teatro, na música e na poesia. Liderados pelo diretor Paulo de Moraes, o senso de ousadia daqueles jovens buscando seu lugar no palco impregnaria para sempre os passos do grupo: a necessidade de selar um jogo com o seu espectador, a imersão num mundo paralelo, recriado sobretudo pela ação do corpo, da palavra, do tempo e do espaço.

Com sede no Rio de Janeiro desde 1998, a companhia completa agora 30 anos de sua formação. Sempre baseando seus espetáculos em pesquisas temáticas (com a criação de uma dramaturgia própria com ênfase nas relações do tempo narrativo) e formais (que se refletem na utilização do espaço, na construção da cenografia, ou nas técnicas utilizadas pelos atores para conviver com o risco de encenar em cima de um telhado, atravessando uma fina trave de madeira ou imersos na água), a questão determinante para a companhia segue sendo a arte do ator. Busca-se para o ator uma dinâmica de corpo, voz e pensamento que dê conta das múltiplas questões que seus espetáculos propõem. E a encenação caminha no mesmo sentido, já que é o corpo total do ator que a determina.

Apesar da construção de espetáculos tão díspares e complementares como A Ratoeira é o Gato (1993), Alice Através do Espelho (1999), Toda Nudez Será Castigada (2005) e O Dia em que Sam Morreu (2014), a Armazém Companhia de Teatro segue sua trajetória sempre investindo numa linguagem fragmentada, que ordene o movimento do mundo a partir de uma lógica interna. Essa lógica interna é a voz da Armazém, talvez a grande protagonista do mundo representacional da companhia.


fotos © João Gabriel Monteiro

Ficha técnica

HAMLET
Da obra de William Shakespeare
Montagem da Armazém Companhia de Teatro
Patrocínio: Petrobras e Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Direção: Paulo de Moraes
Versão Dramatúrgica: Maurício Arruda Mendonça
Elenco: Patrícia Selonk (Hamlet), Ricardo Martins (Claudius), Marcos Martins (Polonius), Lisa Eiras (Ofélia), Jopa Moraes (Laertes), Isabel Pacheco (Gertrudes) e Luiz Felipe Leprevost (Horácio)
Participação em Vídeo: Adriano Garib (Espectro)
Cenografia: Carla Berri e Paulo de Moraes
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: João Marcelino e Carol Lobato
Música: Ricco Viana
Preparação Corporal: Patrícia Selonk
Coreografias: Toni Rodrigues
Preparador de Esgrima: Rodrigo Fontes
Fotografias e Vídeos: João Gabriel Monteiro
Programação Visual: João Gabriel Monteiro e Jopa Moraes
Técnico de Palco: Regivaldo Moraes
Assistente de Produção: William Souza
Assessoria de imprensa: Ney Motta
Produção Executiva: Flávia Menezes
Produção: Armazém Companhia de Teatro

Serviço

HAMLET
Da obra de William Shakespeare
Montagem da Armazém Companhia de Teatro
Direção: Paulo de Moraes
Versão Dramatúrgica: Maurício Arruda Mendonça
Elenco: Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Marcos Martins, Lisa Eiras, Jopa Moraes, Isabel Pacheco e Luiz Felipe Leprevost
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro I
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro, tel: 21 3808-2020
Estreia dia 16 de junho, sexta-feira, às 19h
Temporada: 16 de junho a 6 de agosto, quarta a domingo, às 19h. (Nos dias 24 e 31 de julho haverá sessões extras às 19h)
Venda na bilheteria de quarta a segunda, das 9h às 21h, ou pelo site www.ingressorapido.com.br
Meia-entrada: Estudantes, idosos, menores de 21 anos, pessoas com deficiência, professores e profissionais da rede pública municipal de ensino.
Capacidade de público: 172 lugares
Ingresso: R$ 20,00
Classificação: 16 anos
Duração: 130 minutos
Drama 

Lançamento

Lançamento
"Do Sonho à Realização" - Renata Spallicci, que sofria bullying na infância e hoje é chamada de "Executiva Sarada" por seu corpo impecável, detalha no livro "Do sonho à realização", que será lançado dia 18 de maio, e sobre a criação de sua própria editora, a Legacy

Lançamento

Lançamento
A obra trata-se de uma antologia poética que reúne 91 poetas de diversos países que falam o idioma português, como Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e Portugal, além do Brasil. O livro conta ainda com a quarta capa de Pepetela, o maior escritor de África.

Lançamento

Livro infantil "O Pirata Barba Ruiva II"

Livro infantil "O Pirata Barba Ruiva II"
De Manoel Arthur Villaboim,

Centro Cultural dos Correios Apresenta

Centro Cultural dos Correios Apresenta

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crédito: Lia Amorelli

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